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ARTIGOS & RESENHAS - ÍNDICE

Artigos

MEMÓRIAS DA DEFESA DE LUGO (1887): COSTUMBRISMO E REGIONALISMO EM MODESTO BROCOS (1852-1936) 
Heloisa Selma Fernandes Capel


RESUMO: A comunicação explora o posicionamento artístico do artista compostelano e professor da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro Modesto Brocos y Gomez (1852-1936) sob o ponto de vista espanhol. Explora, especialmente, sua obra La Defensa de Lugo (1887) e sua recepção na imprensa espanhola. Por meio dela, procura investigar o lugar de Modesto Brocos no âmbito da produção artística na Galícia, a relação com o escultor Isidoro Brocos (1841-1914) e sua vinculação aos temas do costumbrismo associado às obras de reconstrução histórica, religiosa e alegórica.

PALAVRAS-CHAVE: Costumbrismo- Regionalismo - Modesto Brocos

 

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ARTE, POLÍTICA E SOCIEDADE: ENGAJAMENTO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL NA OBRA DE VIK MUNIZ
Sandra de Cássia Araújo Pelegrini
Gustavo Batista Gregio


RESUMO: O artigo discute como os preceitos da Arte Contemporânea influenciaram o artista brasileiro Vik Muniz, pois os artífices dessa forma de expressão artística repensaram os padrões pictóricos e escultóricos tradicionais de representação visual, introduzindo novas técnicas e materiais, além de conferir uma dinâmica diferenciada à linguagem e às relações entre o artista e o público. Tal conjectura toma como referência de estudo as séries intituladas The Sugar Children (1996) e Pictures of Garbage (2007-2009), essa segunda, concebida no aterro sanitário do Jardim Gramacho (Rio de Janeiro), foi retratada no filme documentário Lixo Extraordinário (2010). Por meio dessas obras, o artista plástico dialoga com questões sociais e políticas, como a inclusão social, sustentabilidade e políticas públicas, adota diversas linguagens estéticas, rompe com os paradigmas tradicionais de representação estética, além de transformar sujeitos anônimos em personagens de releituras de obras universalmente conhecidas.

PALAVRAS-CHAVE: Vik Muniz - História - Arte Engajada - Arte Contemporânea

 

 

H. RIDER HAGGARD, IMAGINAÇÃO LITERÁRIA E SENSIBILIDADE POLÍTICA: JESS (1886) E A PERDA DO TRANSVAAL (ÁFRICA DO SUL)
Evander Ruthieri da Silva


RESUMO: O artigo versa a respeito das relações entre sensibilidades políticas e a imaginação literária de H. Rider Haggard (1856-1925), com ênfase em seu romance Jess (1886), o qual narra a devolução da colônia do Transvaal, na África do Sul, aos bôeres no início da década de 1880. A análise da produção literária e ensaística do romancista em questão evidencia, simultaneamente, um engajamento fervoroso com as práticas políticas coloniais e as marcas do ressentimento e da humilhação com a perda territorial, questões traduzidas e ressignificadas a partir das sendas da ficção.

PALAVRAS-CHAVE: História e Literatura – África do Sul – H. Rider Haggard

 

 

“CRISTO É NOSSO SHOW”: CONFIGURAÇÕES E ARRANJOS ENTRE O CATOLICISMO CARISMÁTICO E O PODER PÚBLICO
Frank Antônio Mezzomo
Cristina Saitê de Oliveira Pátaro
Fabio Sexugi

RESUMO: O artigo visa analisar as configurações e arranjos envolvidos nas relações entre católicos carismáticos de Campo Mourão – PR e o poder público municipal e estadual, em vista da realização do evento anual Cristo É Nosso Show, bem como da construção de um pavilhão homônimo edificado numa parceria público-privada dentro de um parque municipal de exposições. As fontes envolvem reportagens da imprensa local, registros fotográficos, documentos oficiais do poder público, além do estatuto da Associação de Evangelização Cristo É Nosso Show. Os resultados sugerem o protagonismo do laicato nesse catolicismo carismático, além de indicar a relevância da dilatação da noção de laicidade no Brasil, na medida em que evidencia arranjos e configurações dinâmicos e complexos entre os poderes público e religioso.

PALAVRAS-CHAVE: Renovação Carismática Católica - Evento religioso - Espaço público – Leigos - Catolicismos

 

 

O FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO COMO ATIVISMO POLÍTICO: O CASO AMIA - 1994
Paulo Roberto Alves Teles

RESUMO: O presente artigo é fruto de investigações iniciais e tem como objetivo analisar o processo de formação do fundamentalismo islâmico contemporâneo e o atentado contra a Associação Mútua Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires. Para isso, utilizamos como metodologia a análise historiográfica sobre o nascimento do fundamentalismo islâmico e os seus principais elementos ideológicos como também obras e reportagens que se debruçaram sobre o atentado contra a AMIA. O trabalho se dedica a retomar o debate acadêmico sobre o nascimento do fundamentalismo islâmico como uma ferramenta de ativismo político e nesse sentido, entende que o atentado promovido em Buenos Aires teria sido um desdobramento desse posicionamento ideológico. Soma-se a isso, os elementos antissemitas históricos presentes na Argentina, que reúne simultaneamente as maiores comunidades judaicas e árabes da América Latina.

PALAVRAS-CHAVE: Extremismo - Fundamentalismo Islâmico - América Latina

 

 

VERGONHA DE CENSURAR: A IRRACIONALIDADE DA CENSURA
Fábio de Godoy Del Picchia Zanoni


RESUMO: A censura parece não apenas mobilizar modicamente o interesse dos pesquisadores, como também servir de analisador fulcral das dinâmicas culturais latu sensu. No entanto e apesar da reposição da centralidade do tema da censura, o ato censório costuma ser perspectivado como jurídico, estatal e, acima de tudo, irracional. Partindo dos ditos e escritos confeccionados no interior de regimes políticos marcados pelo autoritarismo e pelo viés religioso, tanto no Brasil e em Portugal, o presente artigo pretende mostrar como uma nova abordagem focada na racionalidade e na produtividade da censura não se faz apenas possível, mas, sobretudo, desejável para a ampliação da compreensão das práticas culturais na contemporaneidade.

PALAVRAS-CHAVE: Censura – Irracionalidade – Foucault – Brasil – Portugal

 

 

LER E ESCREVER NAS AULAS DE HISTÓRIA: DA PRISÃO DA PALAVRA AO LABIRINTO DO EXTERIOR
Nilton Mullet Pereira
Bruno Chepp


RESUMO: Este artigo busca dar atenção a dois conjuntos de questões relativos às praticas de leitura e escrita nas salas de aula de História. De um lado, apresenta dados de uma investigação sobre as diferentes práticas de leitura e escrita geralmente usadas nesse contexto; de outro lado, aborda as práticas ainda não possíveis de catalogar. Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre a potência que transita, por vezes, fora das salas de aula e que pode permitir a produção de novas práticas de leitura e escrita e, sobretudo, provocar os jovens para que produzam narrativas históricas através da criação e da imaginação. Nesse sentido, o artigo apresenta o pensamento do exterior (Fora) de Michel Foucault como elemento teórico que permite pensar nossa relação com a linguagem e com as práticas de leitura e de escrita. 

PALAVRAS-CHAVE: Ensino de História - leitura; escrita - fabulação

 

 
Dossiê “História e Humor”

APRESENTAÇÃO DOSSIÊ: HISTÓRIA E HUMOR
João Pedro Rosa Ferreira
Leandro Antonio de Almeida
Thaís Leão Vieira

 

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REPRESENTAÇÕES CARICATAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: INTERTEXTUALIDADE E PARÓDIA NAS CHARGES DE J. CARLOS E DE BELMONTE
Marilda Lopes Pinheiro Queluz


RESUMO: O objetivo deste texto é analisar as representações humorísticas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) a partir das charges de J. Carlos e de Belmonte, considerando os principais mecanismos da linguagem do humor gráfico, como a paródia, os processos de intertextualidade, as metáforas visuais, a ironia e a ambiguidade dos enunciados verbais e não verbais. Entre as estratégias dos desenhistas para provocar o riso, a reflexão e a crítica dos fatos noticiados, destaca-se a tentativa de buscar referências conhecidas do público leitor, imagens, frases e cenas populares que levariam a uma rápida compreensão do que ocorria na Europa. Os líderes mundiais, envolvidos no conflito, foram retratados como personagens famosos da literatura, do teatro, do cinema, em situações inusitadas. Seus traços exagerados e satíricos combatiam o fascismo e o nazismo, evidenciando a incoerência, o nonsense e os horrores da guerra.

PALAVRAS-CHAVE: Segunda Guerra Mundial - charge - J. Carlos, Belmont

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VIVER É UMA TAREFA URGENTE! A ESCRITA DE SI NOS QUADRINHOS DE HENFIL
Ciro Lins Silva
Maria da Conceição Francisca Pires


RESUMO: Pretendemos com esse artigo analisar a vida do chargista Henrique de Souza Filho, o Henfil, a partir dos personagens os Fradins. Para tal análise, empregaremos a categoria “escrita de si”, criada por Foucault, que propõe investigar os mecanismos desenvolvidos pelos sujeitos para a criação de espaços autônomos de subjetividade. Diferente das pesquisas históricas já desenvolvidas com essa perspectiva analítica, não centramos nossas atenções em cartas ou diários, mas em sua produção gráfica. Argumentamos que os personagens Fradins são parte do processo de construção de si do autor, pois entendemos que foi através desses personagens que o autor deu vida e voz aos questionamentos cultivados durante a infância e juventude, expondo enfaticamente os limites de seu contexto histórico e a dualidade que carregava em si mesmo, entre a sua criação religiosa conservadora e a necessidade de se forjar enquanto um sujeito livre e autônomo. Um sujeito de si, para si e em diálogo com o mundo.

PALAVRAS-CHAVE: Henfil – Escrita de si – Quadrinhos - Humor

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O HUMOR LEVADO A SÉRIO: O USO DAS CHARGES DE CARLOS LATUFF COMO FERRAMENTA DISCURSIVA E IDEOLÓGICA EM MANIFESTAÇÕES SOCIAIS
Rozinaldo Antonio Miani
Viviane Guimarães


RESUMEN: Desde suas origens, a charge está associada à realização de críticas e até mesmo de denúncia em diversas questões da sociedade. O objetivo desse trabalho é apresentar algumas charges que saíram dos papéis e ganharam as ruas em manifestações sociais, auxiliando os manifestantes na transmissão das ideias de sua causa, levando em consideração os estudos da filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin que evidencia a natureza ideológica do signo. Portanto, pretende-se apresentar as significações, realizando uma análise das charges por meio da metodologia de análise de imagens de Panofsky, apontando de que forma as charges transmitem os mesmos discursos das manifestações, atuando como uma ferramenta persuasiva.

PALAVRAS-CHAVE: Comunicação visual - charge - humor - Carlos Latuff - manifestações sociais

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D. JOÃO VI: TRÊS MOMENTOS DE UMA CARICATURA HISTÓRICA
André Luis Bertelli Duarte


RESUMO: O artigo investiga a construção cômica de d. João VI em três objetos artísticos distintos: Carlota Joaquina (Raimundo Magalhães Jr., 1939); D. João VI (Hélder Costa, 1979); e Carlota Joaquina, princesa do Brazil (Carla Camurati, 1995). O objetivo é compreender como esta caricatura histórica foi apropriada como alegoria do poder instituído em diferentes contextos. Desta forma, contribui para o entendimento dos usos do humor entre a história e a política.

PALAVRAS-CHAVE: D. João VI – humor – política

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“MEÇA SUAS PALAVRAS”: OS LIMITES SOBRE O HUMOR NO CASO CHARLIE HEBDO
Alan Lobo de Souza


RESUMO:Neste artigo, considero que a questão fundante das polêmicas nos discursos sobre o humor se iniciam em torno do que (supostamente) não faz rir. Entretanto, as práticas que constroem e mantêm o imaginário coletivo em relação aos limites do ato humorístico articulam-se de modos distintos: de um lado, a compreensão de que a trama das relações históricas envolvidas nas polêmicas promove uma discussão para além do campo do humor, e, de outro, a observação de que os dois debates são distintos e interdependentes. Ciente desse duplo funcionamento, proponho analisar brevemente a relação entre os limites do humor e o politicamente correto em uma entrevista com o então diretor do Jornal humorístico Charlie Hebdo, divulgada no programa “Roda Viva Internacional” da TV Cultura no ano de 2015. Por fim, arrisco tecer algumas considerações sobre a disputa de sentidos nos discursos sobre o humor.

PALAVRAS-CHAVE: humor – liberdade de expressão – polêmica – memória discursiva

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PROCESSOS JUDICIAIS CONTRA HUMORISTAS NA HISTÓRIA BRASILEIRA RECENTE
João Paulo Capelotti


RESUMO: A partir da análise de 486 acórdãos proferidos entre 1997 e 2014 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), e pelos Tribunais de Justiça (TJ) de todas as unidades federativas brasileiras, o artigo sintetiza as questões centrais discutidas em ações judiciais ajuizadas por pessoas que se sentiram ofendidas e buscam reparação pecuniária em vista de charges, esquetes televisivos, textos satíricos e outras manifestações humorísticas. Primeiramente, observa-se que algumas cortes preocupam-se em qualificar o texto como humorístico e sublinhar a intenção cômica de seu autor, de modo a estabelecer parâmetros de julgamento diversos daqueles de outras formas de manifestação do pensamento constitucionalmente protegidas. Não obstante, muitas vezes se ensaia uma aproximação com standards construídos pela jurisprudência para notícias, nem sempre e não necessariamente aplicáveis às manifestações humorísticas. Noutra parcela dos casos, há apreciação de questões estéticas pelos magistrados, o que se mostra temerário.

PALAVRAS-CHAVE: Liberdade de expressão - abuso - humor

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“CORRIGE OS COSTUMES RINDO”: HUMOR, RISO E DECORO NA CIDADE DE FORTALEZA (1850-1900)
Marco Aurélio Ferreira da Silva


RESUMO: O presente artigo tem por objetivo contribuir com reflexões sobre os impactos do projeto Escola sem Partido, por meio do qual um grupo político de orientação conservadora tem buscado aprovar projetos de lei que tornem proibida a prática pedagógica livre e democrática, sob o argumento de que tal prática seria doutrinação ameaçadora aos valores morais e religiosos das famílias. Especial enfoque será dado aos impactos psicossociais de tal projeto, apontando seu caráter medicalizante, na medida em que a tentativa de amordaçar professores e a expressão da diferença na escola pode produzir sofrimentos variados que, se não compreendidos politicamente, recaem na patologização, criminalização e judicialização da educação. Esperamos, com o debate proposto, contribuir com a construção de uma escola efetivamente democrática, e que forme para o respeito à diversidade e aos direitos humanos.

PALAVRAS-CHAVE: Sociabilidade - controle - humor – vergonha

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LOS LÍMITES DE LA TEORÍA DE LA INCONGRUENCIA EN EL ANÁLISIS DE UN TEXTO HUMORÍSTICO DE 1880
Francisco Ocampo


RESUMO: Este trabajo investiga los factores lingüísticos e históricos asociados al humor en la composición rimada ¡Oh! Qué buen país! de Vital Aza. Se puede observar fácilmente que el humor se produce por un constante cambio de códigos entre francés y castellano, reforzado por una rima consonante donde armonizan ambas lenguas, combinadas a lo largo de 16 cuartetas octosílabas. Sin embargo, un análisis más detallado dejará traslucir múltiples fuentes de comicidad, relacionadas no sólo con lo lingüístico sino también con el contexto histórico, cultural e ideológico de la composición. El propósito central del análisis es mostrar que las aproximaciones al humor de tipo formalista y exclusivamente lingüísticas no pueden identificar todos los factores asociados con una interpretación humorística del texto.

PALAVRAS-CHAVE: Bisociación, dialoguismo - proyecto comunicativo - orientación hacia los demás - función lúdica - contexto histórico - afrancesamiento, casticismo, pícaro

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ENTREVISTA – PROF. DR. ELIAS THOMÉ SALIBA
ENTREVISTA REALIZADA POR E-MAIL
06 DE JUNHO DE 2018

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ENTREVISTA - PROF. DR. JOÃO LUÍS LISBOA
ENTREVISTA REALIZADA POR E-MAIL
06 DE JUNHO DE 2018

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O CASO FIEL INIMIGO
Rui Zink


RESUMO: O Fiel Inimigo foi um semanário satírico português em formato de jornal tabloide, com 24 páginas, que durou 48 números, tendo o primeiro saído nas bancas em 3 de julho de 1993 e o último a 27 de maio de 1994. Teve como diretor Júlio Pinto (1949-2000), jornalista e humorista, resistente à ditadura derrubada pela “Revolução dos Cravos” em 1974. O autor foi editor do jornal e faz neste artigo um relato pessoal sobre a aventura jornalística de produzir um semanário de humor com uma escassez de meios de arrepiar um espartano. Ao mesmo tempo, contextualiza, problematiza e reflete sobre a evolução da escrita humorística periódica em Portugal dos últimos anos do século XX e dos constrangimentos que a condicionavam.

PALAVRAS-CHAVE: Jornalismo humorístico - sátira política - Júlio Pinto - O Fiel Inimigo

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Resenhas

A RELAÇÃO CONTEMPORÂNEA COM O TEMPO E A SUA PERCEPÇÃO NA HISTÓRIA
Welson Ribeiro Marques

 

 

A NOVA AUTOIMAGEM BRASILEIRA E OS LINCHAMENTOS VIRTUAIS
Samuel Nogueira Mazza

 

 

ENCONTROS MODERNOS, FERIDAS ANTIGAS
Alfredo Bronzato da Costa Cruz

 

 
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