ARTIGOS & RESENHAS - ÍNDICE


. Artigos


Alva e Idéia: Duas Revistas e um Passado para a Vida
Literária Paraibana do Século XIX
Socorro de Fátima Pacífico Vilar

RESUMO: Com o objetivo de tornar visível as práticas literárias e culturais paraibanas do século XIX, buscamos, neste ensaio, discutir o conteúdo das revistas Alva: Jornal Literário(1850) e A Idéia: Revista Crítica Noticiosa e Literária (1879), a partir da perspectiva do que era uma revista literária à época no Brasil, na tentativa de reconduzi-las ao seu presente da elaboração, de modo que sua leitura seja inteligível em relação ao que foram no passado. Trata-se de duas revistas que embora tenham sido muito referidas pelos historiadores, têm conteúdo inédito como fonte para a história da literatura paraibana, uma vez que estes o julgavam de pouco valor literário. Indo de encontro a esta posição, este ensaio mostra como seus textos são os fundadores da prosa de ficção paraibana.

PALAVRAS-CHAVE: Revistas literárias – Literatura paraibana – História cultural do século XIX

 



Ficção e Experiência: O Particular, o Fragmento e o Instante
Luiz Antonio Mousinho

RESUMO: O texto se propõe a analisar o conto A mensagem, de Clarice Lispector, visto em relação com aspectos da obra da autora. O processo interpretativo procura refletir sobre o narrador (W. Benjamin; G. Genette) e a questão da experiência (Walter Benjamin), além de investigar dados sobre o elemento sagrado (Mircea Eliade).

PALAVRAS-CHAVE: Narrador – Experiência – Sagrado

 

 

Notas de pesquisa sobre a correspondência entre
Alceu Amoroso Lima e Jackson de Figueiredo (1919-1928)

Adalmir Leonidio

RESUMO: Este artigo busca analisar a correspondência entre Jackson de Figueredo e Alceu Amoroso Lima, a partir da hipótese central de uma visão de mundo romântica e conservadora presente em ambos os autores.

PALAVRAS-CHAVE: Jackson de Figueiredo – Alceu Amoroso Lima – Romantismo – Conservadorismo

 

 

A Distinção Entre Princípio Poético e Princípio Filosófico:
Da Invenção à Interpretação

Alexandre Costa

RESUMO: O surgimento histórico da filosofia perfaz um duplo movimento frente à forma de saber que lhe é pré-existente, a antiga poesia mítica grega: se por um lado a filosofia só pôde surgir em função dos caminhos já antes percorrido pelos poetas, por outro ela nasce propondo um modelo de compreensão do real alternativo ao mito-poético. O gesto de ruptura que marca essa alternativa concentra-se numa nova concepção da idéia de princípio (arché) que, em contraste com a tradição anterior, perderá seu caráter temporal e histórico. Ao analisar as idéias de princípio na poesia antiga e na filosofia nascente, identificase também uma distinção na ordem do método para o conhecimento do real: enquanto a mito-poética
opera como uma modalidade de pensamento fundamentada na arte da invenção, a filosofia encontrará na idéia de theoría o seu método, abandonando a invenção poética e dando início, simultaneamente, ao modo de pensamento que ainda hoje podemos denominar interpretação.

PALAVRAS-CHAVE: Poesia antiga – Origem da filosofia – Hesíodo – Tales – Anaximandro

 



Nelson Werneck Sodré, Historiador
Ivan Ducatti

RESUMO: Pretende-se com este trabalho analisar como Nelson Werneck Sodré precisou a categoria feudal em suas obras de história da formação histórica brasileira. Este trabalho busca verificar a importância desse autor para a Historiografia uma vez que, ao longo de sua carreira como historiador, construiu uma questão que, para ele, era fundamental na história socioeconômica brasileira: a formação da burguesia brasileira, articulando-se com as classes latifundiárias e a burguesia internacional, representada pelo imperialismo econômico.

PALAVRAS-CHAVE: Feudal – Burguesia – modos de produção

 

 

O Caráter, O Páthos e a Escrita Histórica
Deise Zandoná

RESUMO: Este artigo versa sobre o caráter do escritor (de Luciano e dos historiadores), o páthos e a escrita histórica no texto Como se deve escrever a história, único tratado sobre história legado pela antiguidade, escrito por Luciano de Samósata, sofista que viveu no segundo século de nossa era.

PALAVRAS-CHAVE: Luciano de Samósata – História – Ethos

 

 

Representações Mentais: O Pensamento Narrativo
e o Pensamento Paradigmático Integrados

Ana Teresa Contier e Marcio Lobo Netto

RESUMO: artigo procura entender como o homem formula seus pensamentos, e, com eles, age no mundo. Não nos cabe esgotar tal assunto e sim, discuti-lo e apresentar um modelo de como este processo possivelmente ocorre. Para tanto fizemos uma releitura dos modos de pensamento estudados pelo psicólogo Jerome Bruner na década de 80: pensamento narrativo e paradigmático. O autor defende que estes dois tipos de pensamento atuam de forma independente, porém, nós defendemos que eles estão inter-relacionados. Entendemos por pensamento narrativo a narrativa criada pelo homem, baseada em sua memória e na sua interação com demais e pensamento paradigmático como as proposições derivadas da história narrada. O ser humano em contato com a sociedade, cultura e sua própria vivência cria suas narrativas que espelham narrativas coletivas e delas depreendem uma série de proposições.

PALAVRAS-CHAVE: Pensamento narrativo – Pensamento paradigmático – Sociedade

 

 

Brasil do Teatro Engajado: A Trajetória de Vianinha,
Paulo Pontes e Chico Buarque

Dolores Puga Alves de Sousa

RESUMO:Este artigo apresenta uma reflexão sobre a trajetória de três importantes artistas brasileiros: Vianinha, Paulo Pontes e Chico Buarque, particularmente o modo como eles articularam criação artística e questões políticas, durante o período da ditadura militar no Brasil.

PALAVRAS-CHAVE: Teatro Brasileiro – Vianinha – Paulo Pontes – Chico Buarque


 

. Dossiê "Mundo Romano"


Apresentação do Dossiê “Mundo Romano”

Ana Teresa Marques Gonçalves

 

 

Morte e Vida na Arena Romana: A Contribuição da
Teoria Social Contemporânea

Renata Senna Garraffoni e Pedro Paulo A. Funari

RESUMO: Nos últimos anos, no contexto das discussões sobre o caráter heterogêneo e multifacetado das sociedades, o estudo do mundo antigo tem passado por reflexões críticas aos modelos normativos, que tendiam à homogeneidade e à ênfase no consenso social. O estudo dos espetáculos de vida e morte nas arenas romanas mostrou-se campo de reflexão privilegiado para a crítica aos modelos normativos. A partir de estudo de documentação arqueológica original, mostramos como morte e vida assumem contornos pouco usuais, vistos à luz das reflexões epistemológicas recentes.

PALAVRAS-CHAVE: Gladiadores – Império Romano – Morte e Vida

 

 

Os Ofícios: Meios de Sobrevivência dos Setores
Subalternos da Sociedade Romana

Luciane Munhoz de Omena

RESUMO: Proporemos uma reflexão sobre a prática dos ofícios realizados pelos setores subalternos da sociedade romana como forma de sobrevivência, para mostrar a criação de regras estratégicas que extrapolavam o universo das doações realizadas pelos membros aristocráticos ou pelo imperator. Veremos, no curso desta discussão, uma idéia central: a não ociosidade da plebs.

PALAVRAS-CHAVE: Ofício – Plebs – Poder

 

 

O Espaço Urbano da Cidade de Balsa: Uma Reflexão
Sobre o Conceito de Romanização

Norma Musco Mendes

RESUMO: O objetivo deste artigo consiste em discutir o conceito de romanização e em explorar alguns dos temas centrais da teoria pós-colonial. Nosso terceiro objetivo consiste em observar de maneira refletida o impacto da dominação de Roma na paisagem do sul da província da Lusitânia através da organização das civitates e da produção do espaço urbano social da civitas de Balsa.

PALAVRAS-CHAVE: Romanização – Teoria pós-colonial – A civitas de Balsa

 

 

Educação, Filosofia e Poder no Século IV: Temístio de Bizâncio e
a Defesa da Ação Pública dos Filósofos na Oratio XXVI

Gilvan Ventura da Silva

RESUMO: Com o presente artigo, temos por objetivo discutir a opinião de Temístio de Bizâncio expressa em sua Oratio XXVI intitulada “O direito do filósofo a falar em público”, acerca da atuação política dos filósofos e retores no século IV. A escola neoplatônica, principal corrente intelectual pagã do final da Antigüidade, propugnava que os filósofos deveriam se retirar da cidade, evitando assim qualquer intervenção no governo da polis. Já Temístio, por sua vez, se opõe a esse tipo de concepção e, no confronto com aqueles que o acusam de desvirtuar o conhecimento filosófico por meio de inovações espúrias, defende a importância da filosofia para a construção do espaço público com base na antiga tradição intelectual grega estabelecida por Sócrates, Platão e Aristóteles.

PALAVRAS-CHAVE: Temístio de Bizâncio – Filosofia – Educação

 

 

O Mundo Romano no Século IV:
Decadência ou Reestruturação

Cláudio Umpierre Carlan

RESUMO: O artigo começa com uma apresentação da numismática como um documento alternativo, analisando as questões políticas relativas ao mundo romano durante o governo de Constantino I, o grande. Enfatiza-se nessa discussão, a importância do uso de uma variedade de fontes: iconográficas, arqueológicas. Usando como fonte iconográfica a coleção numismática do acervo do Museu Histórico Nacional/ RJ, analisamos a imagem como uma fonte de propaganda, legitimando o poder imperial.

PALAVRAS-CHAVE: Moeda – Poder – Política

 

 

A Escravidão no Centro do Poder: Observações
Acerca da Família Caesaris

Fábio Duarte Joly

RESUMO: Este artigo apresenta uma reflexão sobre a concepção de Estado na historiografia sobre o Império Romano e sua influência na representação da familia Caesaris.

PALAVRAS-CHAVE: Império Romano – Estado – Libertos imperiais

 

 

“O Leão Está de Olho”: Um Estudo de caso de um
Mosaico da África Proconsular

Regina Maria da Cunha Bustamante

RESUMO: Abordaremos alguns aspectos do processo de comunicação no mundo romano a partir da análise de um mosaico com a figura central de um leão e uma inscrição musiva, datado da primeira metade do século III e proveniente das termas da cidade de Uzitta na província da África Proconsular.

PALAVRAS-CHAVE: África Proconsular – Mosaico – Comunicação






Rupturas e Continuidades: Os Antoninos e os Severos
Ana Teresa Marques Gonçalves

RESUMO:O objetivo deste artigo é analisar a aproximação dos Imperadores Severos com as imagens utilizadas pelos governantes Antoninos, tomando como base de análise as informações trazidas pelas obras de Herodiano, Dion Cássio, Sexto Aurélio Victor, Flávio Eutrópio e pela História Augusta e a Epitome de Caesaribus, além de epígrafes e moedas.

PALAVRAS-CHAVE: Período Severiano – Imperador – Roma

 

 

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