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ARTIGOS & RESENHAS - ÍNDICE

Artigos

A INTERPRETAÇÃO DAS CENAS DE ÁGORA NA EPOPÉIA HOMÉRICA: O TEXTO
E A DETERMINAÇÕES DE SEUS CONTEXTOS SÓCIO-CULTURAIS

Alfredo Julien


RESUMO: Neste artigo são discutidos dois procedimentos largamente empregados nas análises das cenas de assembleia na Ilíada e na Odisseia: o da atribuição de significados para os vocábulos dêmos e laós e o da determinação de como teria se operado a composição dos poemas, vinculando-os, por esse procedimento, a referências sociais externas, que acabam servindo de pontos de referências para a condução da análise.

PALAVRAS-CHAVE: Ágora – Ilíada – Odisseia.

 

 

ENCHEIRÍDION DE EPICTETO: TRANSMISSÃO E RECEPÇÃO 
DA ANTIGUIDADE AOS NOSSOS DIAS

Aldo Dinucci


RESUMO: Como veremos nas páginas seguintes, o Encheirídion de Epicteto desperta interesse desde a Antiguidade. Durante a Idade Média Europeia foi olvidado, enquanto o mesmo não se deu entre os cristãos bizantinos, que chegaram a lhe dedicar três paráfrases. Com o fim de Bizâncio, chegou à Europa através da Renascença Italiana, sendo difundido pelos católicos. Posteriormente traduzido por simpatizantes da Reforma, que viam nele um apoio contra a ortodoxia romana cristã, acabou sendo duramente atacado pelos agostinianos, crítica cujos ecos foram propalados por Pascal. Em sua versão de popularização do Encheirídion de Epicteto, Leopardi defende a filosofia epictetiana dos ataques de Pascal.

PALAVRAS-CHAVE: Epicteto – Estoicismo – Helenismo – Pascal – Leopardi.

 

 

O AMOR NAS CANÇÕES POPULARES DO FINAL DO SÉCULO XIX E INÍCIO DO XX
Ailton Pereira Morila


RESUMO: O presente artigo analisa algumas canções do final do século XIX e início do século XX na cidade de São Paulo. Uma das temáticas mais frequentes destas canções é o amor. E é nestas canções de amor que podemos encontrar temas como desilusões e saudades; visões da mulher; casamento; promessas, desejos e juras perpassadas por questões do cotidiano e do contexto histórico como urbanização, migração e imigração.

PALAVRAS-CHAVE: Canção Popular – Canções de Amor - Cultura Popular – Cidade de São Paulo – Final do século XIX e início do XX.

 

 

A UTOPIA E A SOBORNOST EM O SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO DE FIÓDOR M. DOSTOIÉVSKI
Angela Nucci


RESUMO: F. M. Dostoiévski não se tornou célebre apenas por seus romances, mas foi um dos mais importantes jornalistas de sua época. Além de atuar nos jornais Tempo e Época, trabalhou como editor-chefe do periódico Cidadão quando passou a escrever uma coluna intitulada Diário de um escritor. Foi esta produção que impulsionou a criação de um jornal homônimo, publicado entre 1876 e 1881. Esta produção reforça a percepção de um ideário político inserido em seus romances e contos, mostrando como mesmo sob o disfarce da ficção, a literatura russa constituiu um campo de debate de diversas questões frente à censura do governo. Estes dados anunciam elementos utópicos em O Sonho de um homem ridículo – Narrativa fantástica, publicado em 1877, no Diário de um escritor, seja pela crítica do autor a determinadas correntes filosóficas do séc. XIX seja pela constituição de um projeto humanista segundo um modelo filosófico-religioso que iria inspirar toda uma safra de pensadores dentro e fora da Rússia.

PALAVRAS-CHAVE: Dostoiévski, Fiódor Mikhailovitch – Utopia – Misticismo russo – Sobornost.

 

 

O MÉTODO EDITORIAL DOS IRMÃOS GRIMM
Carlos Nogueira


RESUMO: A herança que os Grimm nos deixaram não se resume aos duzentos e dez contos dos Kinder- und hausmärchen, cujo estilo tem seduzido gerações e gerações de leitores e ouvintes, e conduzido a inúmeras adaptações (contos de autor, filmes, desenhos animados, banda-desenhada, música…). Como veremos neste artigo, o legado destes autores está também no método de recolha e de edição que eles definiram e divulgaram, e na dignidade e notoriedade que vieram trazer tanto às literaturas orais e populares como à literatura infanto-juvenil.

PALAVRAS-CHAVE: Grimm – Contos – Recolha e Edição.

 

 

EM HOMENAGEM A SÃO JOÃO: OS TEMPOS DAS FESTAS JUNINAS EM RIO BRANCO, ACRE (1920 A 2010)
Daniel da Silva Klein


RESUMO: O texto que segue propõe uma periodização sobre as praticas envolvendo as festas juninas em Rio Branco, enfocando elementos que marcaram épocas distintas tais como os arraiais de salões voltados para a elite, os de rua com suas atrações populares e aqueles direcionados para exibições de competições entre quadrilhas. Evidencia-se, nesse sentido, as características que foram sendo modificadas no conjunto das festas juninas, analisando-se para tanto notícias de jornal e fontes bibliográficas.

PALAVRAS-CHAVE: Festas Juninas – Cultura – Sociabilidade.

 

 

OEIRAS POR MEIO DAS CARTAS DE POSSIDÔNIO QUEIROZ
Francisco Alcides do Nascimento


RESUMO: A cidade apresenta-se como desafio, problema a ser interpretado, compreendido como objeto de estudo; e, por ser também objeto de múltiplos saberes, discursos e olhares, a partir dela se constroem múltiplas imagens, que têm como suporte a arquitetura, a publicidade, a fotografia, o cartaz, o selo, a pintura, a literatura, correspondências. Isto para citar alguns dos registros com os quais o historiador trabalha em sua oficina. O presente artigo discorre acerca das cartas escritas em e sobre Oeiras (PI), na década de 1980, pelo intelectual Possidônio Queiroz. Para a construção do texto, destacamos o fato de Possidônio Queiroz ter cantado esta cidade em música, crônicas, discursos, conferências, saudações e cartas, e, mesmo assim, ter sido esquecido. Contudo, tendo em vista que a fonte “cartas” ainda não foi explorada, temos a pretensão de anunciar seu uso na construção da narrativa historiográfica para destacar as Oeiras de Possidônio.

PALAVRAS-CHAVE: Oeiras – Imagem – Cartas – Narrativa Historiográfica – Memória.

 

 

MEMÓRIA AUTOBIOGRÁFICA: UM RELATO SENSÍVEL DA VIDA DO OUTRO
Cléria Botêlho da Costa


RESUMO: O artigo objetiva compreender a sensibilidade presente na memória autobiográfica de uma guerrilheira sobrevivente, no conflito conhecido como Guerrilha do Araguaia ocorrida no norte do Brasil, no Estado do Pará (1972-1974), em plena ditadura militar brasileira (1964-1985). Conflito liderado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e empreendido por jovens universitários dos quais poucos sobreviveram. O argumento utilizado será o de que a memória autobiográfica além de ser um relato de si, ela se configura como uma relação do sujeito/narrador com o outro, com o mundo da vida. Relação que se expressa por meio dos sentimentos, da sensibilidade, portanto é uma construção sensível do narrador e do mundo em que ele vive. Metodologicamente, buscaremos identificar e compreender a sensibilidade da narradora expressa em narrativas de sobreviventes e em documentos, forma do ser humano relacionar-se e interagir com o outro.

PALAVRAS-CHAVE: Guerrilha do Araguaia – Guerrilheira – Autobiografia – Memória – Ditadura Militar.

 

 

A CIDADE REVELADA EM DOIS TEMPOS: APONTAMENTOS SOBRE A URBANIZAÇÃO 
DE CANOAS/RS A PARTIR DE REGISTROS FOTOGRÁFICOS (1952/1978)

Danielle Heberle Viegas


RESUMO: Este artigo, concebido a partir de uma interlocução existente entre a História Urbana e a História Visual, busca comunicar a respeito de um estudo de caso realizado em Canoas/RS. O objetivo da investigação foi o de analisar o(s) modo(s) de apreensão da urbanização da cidade através da fotografia em dois tempos (1952/1978). O recorte temporal limitado pelos anos citados é caracterizado por intensas transformações territoriais e populacionais em Canoas, que foram registradas, entre outras produções, pelas fotografias. Em termos teórico-metodológicos, adotou-se a ideia de que a fotografia é tanto um suporte material (documento) quanto uma elaboração cultural (representação) da realidade em questão. São destaques do texto as especificidades da constituição de um trabalho com fotografias vinculadas a uma cidade metropolitana, a elucidação das diferentes temporalidades do processo de urbanização das cidades brasileiras e as possibilidades de pesquisa decorrentes do cruzamento de fontes orais e imagéticas.

PALAVRAS-CHAVE: Fotografia e História – Fotografia e Oralidade – Urbanização – Cidades metropolitanas – Canoas/RS (Brasil).

 

 

DISCUTINDO A ARTE DE TOM ZÉ: NAS INCURSÕES PELA HERMENÊUTICA E ESTÉTICA
Emília Saraiva Nery


RESUMO: Este artigo trata, inicialmente, de uma problematização sobre o lugar “privilegiado” dos músicos, especialmente do baiano Tom Zé, para interpretar suas canções e trajetórias musicais. Em seguida, aborda-se o debate sobre a existência de uma hierarquia entre a Literatura e a Canção na proposta de uma linha evolutiva na Música Popular Brasileira. Por fim, aponta-se os elementos questionadores das noções de autor e obra na arte de Tom Zé, tais como: o plágio de outras músicas e o princípio da obra aberta.

PALAVRAS-CHAVE: Hermenêutica – Estética – Tom Zé.

 

 

ESQUINA DE TANTAS RUAS: OS PAGODES DO CACIQUE DE RAMOS NO ESPAÇO URBANO CARIOCA
Fábio Lopes da Silva


RESUMO: Sob a inspiração de Sodré (1998) e de suas observações a respeito do papel do samba na redefinição do espaço urbano carioca em princípios do século XX, este ensaio aborda acontecimentos bem mais recentes: os pagodes que, desde meados dos anos 1970, acontecem na quadra do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. Entrevistas que fiz com os participantes dessas rodas de samba revelam a peculiar relação desses eventos com a geografia carioca. Argumentarei que a especificidade dessa relação foi determinante no reposicionamento das populações e dos valores afrodescendentes.

PALAVRAS-CHAVE: Cacique de Ramos – Samba – Espaço.

 

 

IMAGENS DE RAÇA E TERROR RACIAL NOS COMICS: X-MEN, ESPAÇOS DA DIFERENÇA E IMAGINÁRIO NORTE-AMERICANO
Francisco das Chagas F. Santiago Júnior


RESUMO: Este texto visa mostrar a emergência e manutenção de padrões raciais na história recente dos EUA partir das imagens de raça e terror racial nos quadrinhos dos X-Men. Comparando a concepção de raça em diferentes momentos dos X-Men e demonstrando seu papel na re-construção da identidade e do imaginário racial norte-americano, observaremos as possibilidades de análise histórica e o uso dos gibis como fontes para a história social e cultural. A partir de uma postura de uma história das imagens dos quadrinhos, mostraremos como a idéia de raça foi construída visualmente e como a própria crítica de tal concepção garantiu sua manutenção nos últimos cinquenta anos da história norte-americana.

PALAVRAS-CHAVE: Historiografia e histórias em quadrinhos – X-Men – Raça e terror racial.

 

 
Resenhas

AS BRECHAS POSSÍVEIS EM UMA VIDA NA “CORDA BAMBA”: COMUNISTAS E INDÚSTRIA CULTURAL
NA OBRA INTELECTUAIS PARTIDOS

Rodrigo Francisco Dias

 

 

VARIAÇÕES CULTURAIS DO CONCEITO DE FELICIDADE
Andreza Santos Cruz Maynard

 

 

JORGE AMADO: AS CRÔNICAS INÉDITAS DE “HORA DA GUERRA”, O ANTISSEMITISMO
Márcio Henrique Muraca

 

 

RESENHA DE RAÇA COMO QUESTÃO
José Wellington Dias Soares

 

 
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