ARTIGOS & RESENHAS - ÍNDICE

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HISTÓRIA – PERFORMANCE – POESIA: JIM
MORRISON, O XAMÃ DA DÉCADA DE 1960

Rosangela Patriota

RESUMO: Sob a perspectiva das experiências norte-americanas e tendo como eixo temático o poeta e vocalista do The Doors, Jim Morrison, este artigo visa refletir sobre as possibilidades históricas e culturais que alimentaram o debate político e estético da década de 1960.

PALAVRAS-CHAVE: Jim Morrison – Década de 1960 – História & Linguagens

 

 

MEMÓRIA HISTÓRICA NA DRAMATURGIA DE
TENNESSEE WILLIAMS

Lajosy Silva

RESUMO: Este artigo pretende discutir a memória histórica na dramaturgia do norte-americano Tennessee Williams. Na maioria das vezes, sua dramaturgia é vista sob uma perspectiva psicológica, desconsiderando as questões históricas e a contextualização sóciopolítica dos Estados Unidos em seus trabalhos. Em relação a isso, há inúmeras possibilidades de leitura que ultrapassam as análises psicológicas que geralmente são feitas no que diz respeito à construção das personagens, o tema da loucura e da cultura sulista.

PALAVRAS-CHAVE: História – Teatro – Crítica – Revisionismo – Política

 

 

TRADIÇÕES E APROPRIAÇÕES DA TRAGÉDIA: GOTA D'ÁGUA
NOS CAMINHOS DA MEDÉIA CLÁSSICA E DA MEDÉIA POPULAR

Dolores Puga Alves de Sousa

RESUMO: Este artigo analisa o curso da tragédia, da antiguidade clássica até os anos de 1970, mantendo, através da pesquisa, o diálogo entre o passado e o presente. Nesse sentido, busca-se entender a maneira como a tradição trágica chega à nossa sociedade e modifica-se de acordo com os períodos históricos, percebendo que tudo o que se pode considerar certo é a continuidade da “tragédia” como palavra , segundo a afirmação de Raymond Williams. Dessa forma, faz-se compreender – em um duplo movimento de tempos históricos – a apropriação que o teatro brasileiro faz da peça trágica grega Medéia de Eurípedes (431 a. C.), revivida por meio da adaptação Medéia de Oduvaldo Vianna Filho (em 1972) e, sobretudo, da re--elaboração Gota D'água (em 1975) de Chico Buarque e Paulo Pontes, como forma de expressão da resistência democrática durante a ditadura militar no Brasil.

PALAVRAS-CHAVE: tragédia – Oduvaldo Vianna Filho – Chico Buarque – Medéia – Gota D'água

 



O BALÉ DO RIO DE JANEIRO E DE SÃO PAULO ENTRE AS DÉCADAS DE 1930 E 1940:
CONCEPÇÕES DE IDENTIDADE NACIONAL NO CORPO QUE DANÇA

Daniela Reis

RESUMO: O presente artigo objetiva traçar o processo de um pensamento sobre a “dança brasileira”, buscando, também, refletir sobre as intricadas relações entre esta e a produção artística do Brasil da primeira metade do século XX, bem como a política nacionalista vigente deste período. A contextualização histórica tem por proposição analisar a obra de arte diretamente inserida e articulada em seu meio social, portanto, em diálogo constante com este. Diante disto, busca-se discutir as distintas representações de identidade nacional por meio da dança, entendendo-as como construções sociais que trazem em essência os valores e ideais de grupos específicos.

PALAVRAS-CHAVE: Balé e Estado Novo – Balé romântico – IV Centenário

 

 

“SUA ALTA OPINIÃO COMPÕE MINHA VALIA” LEITOR, LEITURA E CULTURA LETRADA
EM ALGUNS CONTOS DE JOÃO GUIMARÃES ROSA

Bruno Flávio Lontra Fagundes

RESUMO: Este artigo analisa a representação de leitores e da leitura que realizam alguns textos literários de João Guimarães Rosa, vistos do ponto de vista no qual literatura é concebida como textos da cultura que são transferidos em livros como suporte material.

PALAVRAS-CHAVE: Representação cultural – Leitura – Leitores

 



SOB O SÍGNO DA ESTÉTICA DO LIXO: AS PARCEIRAS DE FERNANDO PEIXOTO
COM MAURICE CAPOVILLA E JOÃO BATISTA DE ANDRADE

Alcides Freire Ramos

RESUMO: Este artigo discute as parcerias que Fernando Peixoto manteve com Maurício Capovila e João Batista de Andrade. Os filmes resultantes desses encontros, Gamal – o delírio do sexo (1969) e O profeta da fome (1970), são aqui analisados de modo a salientar o impacto das propostas da estética do lixo sobre esses artistas.

PALAVRAS-CHAVE: Cinema Brasileiro – Teatro Brasileiro – Fernando Peixoto

 

 

ENTRE MAMUTES E ACÁCIAS: VIAGEM E NATUREZA EM HIPÓLITO
JOSÉ DA COSTA PEREIRA (SÉC. XVIII/XIX)

Janaina Zito Losada

RESUMO: Este artigo analisa as percepções da natureza na leitura de Hipólito José da Costa Pereira, naturalista e viajante, com o estudo de dois documentos escritos a partir de sua viagem aos Estados Unidos, quais sejam: a Memória sobre a viagem aos Estados Unidos , publicada em 1858 na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e o Diário de minha viagem à Filadélphia (1798-1799) publicado em 1955. A partir destes dois documentos, desejamos investigar as disparidades e as permanências das temáticas e das abordagens que Hipólito realiza sobre os elementos da natureza, na produção de seus discursos e, ao mesmo tempo, na busca aos parâmetros acadêmicos de seu tempo. Assim, seguiremos a temporalidade do viajante, inicialmente com o diário de Hipólito, seguido da sua Memória; e por intermédio de suas descrições descortinaremos as sensações e pensamentos de um homem e suas observações, retomando a experiência de uma viagem setecentista.

PALAVRAS-CHAVE: Natureza – Viagem – Hipólito José da Costa Pereira

 

 

A PEDOF(AM)ILIA MODERNA: NOTAS FOUCAULDIANAS
SOBRE UM CASO DE PEDOFILIA

Fábio Luiz Lopes da Silva

RESUMO: Recentemente, as polícias americana e européia desbarataram uma rede de pedofilia em que os próprios pais trocavam uns com os outros fotos pornográficas de seus filhos. Pois bem: repulsa é o mínimo que sentimos frente a casos como esse. Mas de onde virá tal nojo? Ora, a tendência é explicá-lo com base na interdição ao incesto. Contudo, a partir das observações de Foucault acerca da genealogia da família moderna, pretendo questionar essas explanações usuais. Para começar, tentarei mostrar que a constituição da família moderna, em sua vertente burguesa, é parte de um jogo de diferenciações em face da subjetividade e da sexualidade proletárias. Depois disso, argumentarei que é justamente esse jogo de diferenciações o que se encontra ameaçado pelo comportamento dos pais pedófilos da Internet. Por fim, procurarei sustentar que o nojo em face deles vem da recusa em aceitar a suspensão do sistema de diferenciações a que eu me referia.

PALAVRAS-CHAVE: Pedofilia – Família moderna – Genealogia do poder




.. Resenhas

“ANOS 70: AINDA SOB A TEMPESTADE”,
ORGANIZAÇÃO DE ADAUTO NOVAES

Kátia Eliane Barbosa