ARTIGOS & RESENHAS - ÍNDICE


. Artigos


¿Por qué el ángel de la historia mira hacia atrás?
Sobre el concepto de historia en Walter Benjamin

Stefan Gandler

RESUMEN: El ángel de la historia, de las tesis de Walter Benjamin, mira hacia atrás por tres razones: Primero, porque epistemológicamente es inevitable y necesario mirar hacia atrás, o sea: el ángel no puede ver adelante y tiene que mirar hacia atrás para poder entender su entorno. Segundo, porque ontológicamente el futuro no existe, ya que el ‘progreso’ no es una tendencia de acercamiento a un futuro mejor, sino de alejamiento del paraíso perdido; y porque el tiempo como algo homogéneo que avanza automáticamente, no existe. Tercero, porque políticamente es necesario mirar hacia atrás, ya que no es posible enfrentarse al nacionalsocialismo si se le entiende como estado de excepción, diametralmente opuesto a un progreso inevitable..

PALABRAS-CLAVES: Progresismo (crítica de) – tiempo (concepto de) – memoria – Walter Benjamín

 

 

Jacob Burckhardt e a preparação para a Cultura do Renascimento na Itália
Cássio da Silva Fernandes

RESUMO: O historiador suíço Jacob Burckhardt (1818-1897) é comumente referido como autor do clássico livro, publicado em 1860, A Cultura do Renascimento na Itália. Por meio dessa obra, Burckhardt apresentava uma síntese histórica do período, traduzida na memorável fórmula da “descoberta do homem e do mundo”. O presente trabalho segue o processo de elaboração da obra pelo autor, desde sua primeira viagem a Roma, em 1846, até a composição final do manuscrito.

PALAVRAS-CHAVE: Burckhardt – história da cultura – Renascimento

 

 

Ritos e procissões: capital simbólico e dominação nas irmandades
religiosas de Sobral no limiar do século XX
Elza Marinho Lustosa da Costa

RESUMO:Este trabalho se propõe a identificar e analisar as funções e as estratégias utilizadas pelas irmandades religiosas de Sobral enquanto formas institucionais da sociabilidade religiosa na consolidação do poder e prestígio das elites na hierarquia social da cidade, no período que vai de 1880 a 1930. É um recorte exemplar de formas de comportamento dominante entre a chamada aristocracia rural do Nordeste no período, onde a religião católica e seu “aparelho” aparecem como elementos fundamentais de socialização, distinção, reprodução e legitimação das elites.

PALAVRAS-CHAVE: História Cultural – Ritos e Procissões – Irmandades Religiosas

 

 

Vozes e sentidos no discurso institucional legal do ensino religioso
Irma Beatriz Araújo Kappel


RESUMO: Este estudo fundamenta-se na base teórica da Análise do Discurso de vertente francesa, a partir de uma análise qualitativa. Considerando a presença de outros discursos, além do Discurso Institucional Legal, discutimos o processo de constituição das vozes (polifonia – percebida a partir das marcas de heterogeneidade e dos silêncios) nos enunciados, e dos sentidos (polissemia percebida a partir dos enunciados e paráfrases) na identificação das formações discursivas e ideológicas. Na perspectiva de melhor compreender a construção e os efeitos de sentido pelo objeto discursivo Ensino Religioso, buscamos refletir acerca dos textos institucionais legais tanto na referência ou não a Deus nos Preâmbulos das sete Constituições Brasileiras como na presença ou ausência de artigos específicos acerca da obrigatoriedade ou não do Ensino Religioso nas escolas de Educação Básica.

PALAVRAS-CHAVE: Polifonia – Polissemia – Silêncio

 



Os combates intelectuais de Bossuet: a unidade política
por meio da unidade religiosa

Maria Izabel B. Morais Oliveira

RESUMO: Objetivamos demonstrar que, para Bossuet, em sua Oraison funèbre de Henriette-Marie de France, os reis, ao defenderem a religião estariam, ao mesmo tempo, defendendo o Estado. O seu combate ao protestantismo devia-se ao fato de entender que esta doutrina ameaçava fortemente a monarquia absolutista. Ele luta para empreender a unidade religiosa na França, por conceber que este era um meio imprescindível para se obter a unidade política. A figura simbólica do rei como defensor da fé e da Igreja, tão defendida por Bossuet, era uma das imagens que os reis cristãos tinham de apresentar para
reforçar o seu poder, na França, na segunda metade do século XVII.

PALAVRAS-CHAVE: Bossuet – política / religião – França – segunda metade do século XVII

 

 

Freyre & Foucault: Casa-grande & Senzala como microfísica do poder
Fábio Lopes da Silva

RESUMO: “Adaptável”, “sutil”, móvel”, “plástica”: eis os termos com que o Freyre caracteriza a experiência colonial portuguesa no Brasil. Distorção nostálgica de uma realidade em que a repressão deu sempre o tom? Talvez. Mas não se deve deixar de reconhecer que adaptabilidade, sutileza, mobilidade e plasticidade são precisamente os traços atribuídos por Foucault ao poder — pelo menos, em suas formas mais modernas. Esse é o dado inicial a partir de que pretendo aproximar as obras de Michel Foucault e Gilberto Freyre. Hipótese geral do ensaio: Freyre é, quanto ao dispositivo colonial, uma analista da face polimorfa, capilar e plástica do poder.

PALAVRAS-CHAVE: Sociologia freyriana – Genealogia do poder – Dispositivo colonial no Brasil

 

 

Bertolt Brecht e o cinema alemão dos anos 1920
Alcides Freire Ramos

RESUMO: Este artigo discute o trabalho de Bertolt Brecht no cinema, especialmente em Kuhle Wampe (1931-1932, Slatan Dudow) de modo a salientar o impacto e as dificuldades enfrentadas por suas propostas estéticas e políticas naquela conjuntura.

PALAVRAS-CHAVE: Cinema alemão – Bertolt Brecht – Kuhle Wampe

 

 

. Resenhas


Entre a loucura e a razão: Histórias ausentes resgatadas por Nádia Weber

Talitta Tatiane Martins Freitas

 

 

História Cultural – Estudos de Paisagem – Imaginário
Pedro Spinola Pereira Caldas

 

 

Desvendando a cidade de São Paulo, na primeira metade do século XIX
Maria Cecília Naclério Homem




. Dossiê "História e Visualidades"


Apresentação do Dossiê “História e Visualidades”
Alcides Freire Ramos

 

 

O não-figurativo (um fragmento)
Luiz Costa Lima

RESUMO: Pela comparação de dois quadros, de Kandinsky e Mondrian, o autor procura mostrar a absoluta insuficiência da designação que normalmente engloba os autores, i.e., serem eles abstratos. Mostra-se como se diferenciam pela maneira como se dá a relaçao do sujeito-pintor com a obra produzida; como, em Kandinsky, a obra não se autonomiza de uma intenção autoral, mantendo-se a obra vassala de uma significação antes postulada que alcançada; em Mondrian, ao invés, como o sujeito importa apenas como constituinte de algo que dele se torna independente. A essa diferença de modos de
estar o sujeito presente corresponde uma outra: em Kandinsky, a subordinação à intenção significativa corresponde um amálgama de linhas e cores de sentido aleatório ou abstrato, ao passo que, em Mondrian, a autonomia do sujeito provoca um "correlato objetivo" a uma cena do mundo – o abstrato dá lugar à produção de uma cena, correspondente ao que temos chamado de mímesis da produção..

PALAVRAS-CHAVE: Romantismo alemão – Abstracionismo – Sujeito – Mímesis

 

 

Memória e história: as marcas da violência
Sandra Jatahy Pesavento

RESUMO: A partir de algumas representações visuais da guerra (pinturas e fotografias), a autora analisa os processos de destruição/reconstrução da memória coletiva.

PALAVRAS-CHAVE: Memória – Representações da violência – Guerra – Ruína

 

 

A presença do esporte e do lazer em obras de arte:
uma análise comparada de impressionistas e futuristas

Victor Andrade de Melo

RESUMO: Este estudo objetiva discutir a presença do esporte nas obras de artistas relacionados ao impressionismo e ao futurismo. Se os impressionistas olham com desconfiança para a modernidade que se construía na Paris do século XIX, os futuristas a louvam e a conclamam numa Itália ainda atrasada do ponto de vista cultural. Se impressionistas inovam na representação técnica, futuristas radicalizam essa idéia. Se impressionistas ainda discutem a idéia de uma “arte pela arte” e são ressabiados em relação ao compromisso político de suas obras, para os futuristas esse é um posicionamento claro. Entender o esporte nesses âmbitos parece promissor.

PALAVRAS-CHAVE: História do Esporte – História do Lazer – Arte

 

 

Sedução da imagem, dilemas de cultura: a pose
Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo

RESUMO: O artigo discute a intersecção de imagens de álbuns de família feitas pela pintura, literatura e fotografia. A partir de textos literários do Romantismo às primeiras décadas do século XX e de imagens do pintor modernista Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), pretende-se refletir sobre a caracterização da pose, típica da fotografia, construída pela literatura e retomada pela pintura, como traço relevante na configuração de brasilidade.

PALAVRAS-CHAVE: Imagem e Cultura Brasileira – Guignard – Lima Barreto

 

 

O painel do forro da capela-mor da Igreja dos terceiros franciscanos
Maria Lucília Viveiros Araújo

RESUMO: O artigo analisa as imagens que ornamentam o forro da capela-mor da igreja da Ordem Terceira da Penitência de São Francisco da cidade de São Paulo. Abordamos os aspectos sócioeconômicos da arte, tais como o status do pintor, suas associações, aprendizado, contratos, mecenato e suas mensagens, assim como propomos uma reflexão acerca das novas propostas da História das imagens e da especificidade do testemunho da arte sacra luso-brasileira.

PALAVRAS-CHAVE: História da arte – História das imagens – método iconográfico

 

 

Um novo olhar sobre a obra de Eliseu Visconti
Mirian Nogueira Seraphim

RESUMO: Alguns críticos apontam, como debilidade na produção de Eliseu Visconti (1866-1944), o fato dela não ser homogênea quanto à forma, como se o artista hesitasse entre diversas “maneiras”. Outros percebem essa característica como qualidade, a busca por uma técnica que melhor condizia com seu temperamento. Um novo olhar sobre sua obra pode mostrar que o pintor brasileiro conseguiu, no entanto, uma homogeneidade quanto ao clima que transpira igualmente dos diversos gêneros que abordou. Este pode ser definido como aquela busca de Goethe, após sua viagem à Itália: a relação verdadeira e saudável entre homem e natureza. Seria uma inspiração direta?

PALAVRAS-CHAVE: Eliseu Visconti – Goethe – Pintura brasileira

 

 

Paisagem e imaginário: contribuições teóricas para uma história cultural do olhar
Daniel de Souza Leão Vieira

RESUMO: Este artigo visa discutir alguns pontos levantados pelos vários saberes que enfocam a paisagem a fim de que se constitua um arcabouço teórico que fundamente uma história cultural do olhar. O texto será dividido em dois momentos. No primeiro, o foco da análise será o debate sobre espaço e imagem. O tópico debatido, no final, será a idéia do processo, que vai da percepção à representação e vice-versa, em meio à criação sócio-imaginária.

PALAVRAS-CHAVE: História Cultural – Estudos de Paisagem – Imaginário