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NO BANZEIRO DO LAGO: UMA HISTÓRIA SOBRE BARQUEIROS E USINAS HIDRELÉTRICAS NO TOCANTINS

Ana Daisy Araújo Zagallo
Universidade Federal do Tocantins – UFT
anadaisy@uft.edu.br

Marina Haizenreder Ertzogue
Universidade Federal do Tocantins – UFT
marina@uft.edu.br

RESUMO: Este artigo aborda a ressignificação do banzeiro para os barqueiros de Babaçulândia (TO), atingidos pela Usina Hidrelétrica de Estreito. Ao longo de dois séculos, o termo esteve relacionado ao banzo – o estado de prostração e melancolia. Para os viajantes do século dezenove, o banzeiro representava a instabilidade das marés e a tristeza da tripulação. Banzeiro do Lago também foi o nome escolhido para um dos projetos do Consórcio de Energia Estreito, empreendedor da UHE de Estreito destinado à Associação dos Barqueiros de Babaçulândia. As representações e a insustentabilidade do projeto, numa perspectiva socioambiental e cultural, foram o objetivo da análise.

PALAVRAS-CHAVE: Banzeiro –Barqueiros – Hidrelétricas – Representações


INTO THE LAKE SWING: A HISTORY ABOUT BOATMEN AND HYDROELECTRIC PLANTS IN TOCANTINS

ABSTRACT: This article discusses the resignification of the lake swing for the boatmen of Babaçulândia-TO, affected by the Hydroelectric Power Plant. Throughout two centuries the term was related to the banzo, i.e., state of prostration and melancholy. For the nineteenth century travelers, the lake ripple represented the instability of the tides and the sadness of the crew. Banzeiro do Lago was also the name chosen for one of the projects of the Estreito Energy Consortium, from an entrepreneur of Estreito Hydroelectric Plant, for the Babaçulândia Boatmen's Association. The project’s representations and the unsustainability from a socio-environmental and cultural perspective were the aim of this analysis.

KEYWORDS:
Lake swing – Boatmen – Hydroeletric power plants – Representations

 

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Fênix - Revista de História e Estudos Culturais | ISSN: 1807-6971 | Todos os direitos reservados.