DOSSIÊ “SANDRA JATAHY
PESAVENTO: A HISTORIADORA E SUAS
INTERLOCUÇÕES (SEGUNDA PARTE)”



- A Sensibilidade na Vida e Obra da Historiadora Sandra Pesavento - A Questão da Interdisciplinaridade,

Postura Crítica e a História Cultural
Nádia Maria Weber Santos



- A Liberdade e o Erro: A Ação da Censura Luso-Brasileira (1769-1834)
Márcia Abreu



- A Invenção Branca da Liberdade Negra: Memória Social da Abolição Em Porto Alegre
Maria Angélica Zubaran



- Sandra Pesavento e a Grande Pergunta
Carla Simone Rodeghero



- Sensibilidades Sociais e História de Vida
Monica Pimenta Velloso



- Por uma História Cultural da Escravidão, da Presença Africana e das Mestiçagens
Eduardo França Paiva





ARTIGOS



- Sobre o Teatro Brasileiro Contemporâneo e a Encenação de “Restos” [“Wrecks”] por Antonio Fagundes

Rosangela Patriota




- Machado de Assis y el Teatro de António José
da Silva
Kenia Maria de Almeida Pereira




- Dançando nos Espacos das Rupturas: Olhares
Sobre Influências das Danças Moderna e
Expressionista no Brasil
Alba Pedreira Vieira




- Orígenes: Um Asceta Condescendente com a
Matéria. A Ambiguidade Espiritual-material na Existência
Bem-aventurada

Ronaldo Amaral


- Estudo Genealógico e Messianismo Português: O Rei para Bandarra
Leandro Henrique Magalhães




- Educação e Dominação Social: O Ensino de
História no Regime Militar Brasileiro
Osvaldo Mariotto Cerezer



- Releitura da História do Holocausto por Meio da Escritura Autobiográfica das Vítimas
Vera Silveira Regert




- O Teatro e a Democracia na Grécia do Século V A.C.: Um Gênero Artístico a Serviço da Aristocraica no Período Clássico
Paulo Rogério de Souza e
Alessandro Santos da Rocha



- Ciência para Todos: A Exposição de Paris de 1889 em Revista
Alda Heizer



- A Infância em Teresina nas Primeiras Décadas do Século XX
Pedro Vilarinho Castelo Branco



RESENHAS



- Dicionário do Teatro Brasileiro: Temas, Formas e Conceitos – O Universo Cênico em Movimento

Leilane Aparecida Oliveira



- Uma Leitura Historiográfica de Três Contribuições do Livro A Experiência do Tempo
Mateus Henrique de Faria Pereira















EDITORIAL

Com esta edição, o periódico Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 6, Ano VI, Número 3 – Julho / Agosto / Setembro – 2009) dá continuidade à homenagem, iniciada no número anterior, à historiadora Sandra Jatahy Pesavento, falecida no início de 2009.

Estamos muito honrados, pois, neste número, Fênix – Revista de História e Estudos Culturais traz aos leitores a segunda parte do Dossiê intitulado “SANDRA JATAHY PESAVENTO: A HISTORIADORA E SUAS INTERLOCUÇÕES”, cuja organização ficou sob a responsabilidade das Profas. Dras. Nádia Maria Weber Santos (que também assina a Apresentação), Miriam de Souza Rossini e Maria Luiza Fillipozi Martini.

Colaboram nesta segunda parte do Dossiê: Nádia Maria Weber dos Santos, Marcia Abreu, Maria Angelica Zubaran, Carla Simone Rodeghero, Monica Pimenta Velloso e Eduardo França Paiva. Como os leitores poderão conferir, estes autores lançam luz sobre diferentes e relevantes aspectos do trabalho da nossa homenageada, que foi uma professora generosa e pesquisadora muito produtiva.

Inicialmente, devemos lembrar que Sandra Pesavento dedicou-se à docência e à pesquisa durante quase quarenta anos! Trabalhou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, de 1970 a 2009, contribuindo com a formação de várias gerações de historiadores.

Graças à sua notável capacidade de trabalho, foi capaz de produzir mais de cinqüenta e um (51) livros! Dentre eles, destacam-se: Visões do Cárcere (Porto Alegre: Editora Zouk, 2009), Os Sete Pecados da Capital (São Paulo: Hucitec, 2008), História e História Cultural (Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2003), Uma outra cidade: o mundo dos excluídos no final do século XIX (São Paulo: Editora Nacional, 2001), Imaginário da cidade: representações do urbano (Paris, Rio de Janeiro e Porto Alegre) (Porto Alegre: Editora da UFGRS, 1999), Exposições Universais: Espetáculos da Modernidade do Século XIX. (São Paulo: HUCITEC, 1997), A burguesia gaúcha: dominação do capital e disciplina do trabalho (RS 1889-1930) (Porto Alegre: Editora Mercado Aberto, 1988).

Estas homenagens são necessárias e justas, pois, acima de tudo, Sandra Jatahy Pesavento foi uma LIDERANÇA INTELECTUAL.

Em meio a todas essas atividades, pedimos licença aos leitores para lembrar dos projetos que desenvolvemos em conjunto com ela, o que, para nós, é motivo de muito orgulho. Quando o site www.revistafenix.pro.brentrou no ar em dezembro de 2004, de imediato, recebemos o estímulo de muitos profissionais da área de História. Dentre eles, Sandra Pesavento era a mais animada com o projeto e, de pronto, nos enviou um belo artigo intitulado A INVENÇÃO DO BRASIL - O NASCIMENTO DA PAISAGEM BRASILEIRA SOB O OLHAR DO OUTRO. Este artigo é bem representativo do universo de preocupações de Pesavento, já que analisa a pintura paisagística holandesa sobre o Brasil, de artistas como Frans Post, Gillis Peters, Zacharias Wagener, Georg Macgraf, Albert Eckhout, entre outros. A autora demonstra que, no momento da invasão, conquista e estabelecimento da dominação do nordeste brasileiro no século XVII, essas imagens foram produzidas com o intuito de apreender construções imaginárias de sentido e, por intermédio dessas, observou como, pela paisagem, se fez a “invenção do Brasil” pelo olhar do outro. Este foi o primeiro artigo que ela nos enviou. Em seguida, vieram outros.

De fato, sua colaboração manteve-se firme ao longo desses anos. Se, nesse longo período, fomos capazes de publicar mais de trinta e nove (39) resenhas e se já passamos de duzentos e sessenta e sete (267) artigos, cujos autores trabalham em diferentes regiões do país ou do exterior, devemos muito ao seu incentivo e entusiasmo. Quem a conheceu sabe que ela foi uma pesquisadora de grande capacidade de trabalho e Fênix – Revista de História e Estudos Culturais teve o privilégio de publicar outros estudos de sua autoria. Dando continuidade às suas pesquisas a respeito da sensibilidade e da alteridade, bem como em torno da relação História-Pintura, publicou UMA CIDADE SENSÍVEL SOB O OLHAR DO “OUTRO”: JEAN-BAPTISTE DEBRET E O RIO DE JANEIRO (1816-1831). Ainda explorando o binômio História-Imagem, Sandra Jatahy Pesavento publicou MEMÓRIA E HISTÓRIA: AS MARCAS DA VIOLÊNCIA, no qual, a partir de algumas representações visuais de guerra (pinturas e fotografias), analisa os processos de destruição/reconstrução da memória coletiva. Por fim, vale lembrar: sua parceria com a Fênix não ficou restrita ao envio de artigos, visto que, ao lado dos historiadores Mônica Pimenta Veloso e Antonio Herculano Lopes (pesquisadores da Fundação Casa de Rui Barbosa – Rio de Janeiro), organizou o DOSSIÊ HISTÓRIA CULTURAL & MULTIDISCIPLINARIDADE.

Todavia, isso é apenas uma pequena parte da parceria que tivemos com Sandra Jatahy Pesavento. Na realidade, desde 1999, nossos contatos foram quase semanais, tendo em vista a criação do GT Nacional de História Cultural da Associação Nacional de História (ANPUH). Ao lado de historiadores como Maria Izilda Santos de Matos, Antonio Herculano Lopes, Mônica Pimenta Veloso, entre outros, tivemos o privilégio de participar dessa estimulante empreitada. Ao longo desses anos, Sandra Pesavento – sempre de bom humor! – exerceu uma liderança incontestável não só em virtude de sua forte personalidade, de sua incomum capacidade de trabalho, ou de seus contatos com pesquisadores estrangeiros, mas, principalmente, graças à sua inteligência e à sua vontade de manter a coesão interna do GT Nacional de História Cultural.

Além dessas merecidas homenagens, a presente edição de Fênix – Revista de História e Estudos Culturais traz para os que “navegam” pelas páginas de nosso periódico outros bons motivos para dedicar-se à leitura, já que, em sua Seção Livre, podem ser encontrados artigos de Alba Pedreira Vieira, Alda Heizer, Alessandro Santos da Rocha, Kenia Maria de Almeida Pereira, Leandro Henrique Magalhães, Osvaldo Mariotto Cerezer, Paulo Rogério de Souza, Pedro Vilarinho Castelo Branco, Ronaldo Amaral, Rosangela Patriota e Vera Silveira Regert.         

Esses artigos, sem dúvida, também merecem atenção especial, pois permitem que os leitores entrem em contato com propostas de trabalho frutíferas, sugestivas e estimulantes à construção do conhecimento.

Na seção dedicada às resenhas, vale à pena conferir os textos de Leilane Aparecida Oliveira e Mateus Henrique de Faria. Ambos analisam de maneira criteriosa publicações recentes que, sem dúvida, descortinam temas promissores e instigantes. Na resenha assinada por Leilane Oliveira, intitulada Dicionário do Teatro Brasileiro: Temas, formas e conceitos – O universo cênico em movimento, temos a oportunidade de conhecer melhor as inovações introduzidas na segunda edição desta obra de referência. Como salienta J. Guinsburg, “O Dicionário do Teatro Brasileiro concretiza um projeto editorial e acadêmico. Editorial, por que a Perspectiva, cujo interesse pela arte cênica e particularmente pela produção teatral brasileira já se expressou em quase duzentos títulos dedicados aos diferentes aspectos e enfoques deste genêro de criação, tinha em mira desde há muito reunir um repertório que fosse acessível e confiável aos estudiosos e aos praticantes de nosso universo cênico. Acadêmico, porque, desde logo, os organizadores pensaram em trazer para esta obra a grande contribuição que as pesquisas e estudos universitários proporcionaram para a enorme ampliação e aprofundamento históricos e estéticos”. Trata-se, sem dúvida, de uma publicação da Editora Perspectiva, com o apoio do SESC São Paulo, que já se tornou fundamental para os que desejam ficar atualizados em relação à pesquisa em Artes Cênicas no Brasil. Por outro lado, os leitores deste número do periódico Fênix – Revista de História e Estudos Culturais poderão ainda conferir as densas considerações feitas pelo Prof. Dr. Mateus Henrique de Faria Pereira a respeito do livro A Experiência do Tempo: conceitos e narrativas na formação nacional brasileira (1813-1845), no qual o autor da obra, Valdei Lopes de Araujo, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), “procura pensar as inter-relações entre o acontecimento Independência e a formação do conceito moderno de história no Brasil, a partir das formas de lidar com o tempo, produzidas pelos intelectuais do mundo luso-brasileiro”. Como demonstra a aludida resenha, A Experiência do Tempo é leitura obrigatória para todos aqueles que queiram aprofundar suas pesquisas na área de Teoria da História.

Por fim, não menos importante é agradecer, in memoriam, à nossa amiga Sandra Pesavento pelas inúmeras alegrias compartilhadas, pelas instigantes parcerias profissionais e, sobretudo, pelos estímulos que recebemos em momentos difíceis, que nos ajudaram a afastar as tristezas e a enfrentar muitas adversidades. Dar continuidade ao seu trabalho não será tarefa fácil. De nossa parte, continuaremos a trabalhar, seguindo o seu exemplo. Agora, Sandra é uma estrela brilhante no firmamento. Sua luz iluminará nossos caminhos e, com certeza, nos ajudará a não esquecer os deveres de nosso ofício.

Aos leitores de mais esse número, agradecemos pela atenção e, sinceramente, esperamos que ele proporcione uma leitura agradável e proveitosa.

Alcides Freire Ramos e Rosangela Patriota
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais
 
Cheap NFL Jerseys Paypal Cheap NFL Jerseys Paypal Cheap NFL Jerseys Paypal Cheap NFL Jerseys Paypal Cheap NFL Jerseys Paypal Cheap NFL Jerseys Paypal NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale NHL Jerseys Wholesale