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EDITORIAL

É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 7, Ano VII, Número 3 – Setembro / Outubro / Novembro / Dezembro – 2010).

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de QUARENTA E OITO (48) RESENHAS TREZENTOS E VINTE E OITO (328) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais acolheu quatorze (14) dossiês, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida), Homenagem a Jorge Andrade – 50 anos d'A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas),História e Visualidades(organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literários (organizado pela Editoria), História da Ciência(organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini) e Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo) O Tapete Voador – Teorias do Espetáculo e da Recepção (organizado por Marcus Mota e Robson Corrêa de Camargo).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ - Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Como comprovação dessa melhora merece destaque o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses últimos anos diz respeito ao número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu mais de NOVECENTAS MIL (900.000) consultas, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, desde o início de 2010, por decisão de seus editores, passou a lançar seus números de quatro em quatro meses. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço atualmente utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, tem permitido a otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis para o cumprimento de todas as etapas de trabalho envolvidas na edição de uma revista científica. Isso, sem dúvida, tem tido um impacto positivo, o que pode ser observado nos números já publicados.

Nunca é demais lembrar: tudo o que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste período científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência.

Acima de tudo, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais seja tão bem recebida. Devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível.

Mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. É uma honra poder publicar os excelentes artigos de Robson Corrêa de Camargo, Marcus Mota, Adriana Fernandes, Michel Mauch, Ney Wendell, Taís Ferreira, que integram o DOSSIÊ intitulado O TAPETE VOADOR – TEORIAS DO ESPETÁCULO E DA RECEPÇÃO. Da mesma forma, queremos manifestar nossa alegria tendo em vista que este número também traz artigos de Eduardo José Reinato, Rosangela Patriota, Gilson Leandro Queluz, Julierme Morais, Marcos José Diniz Silva, Marcos Silva, Isis Carolina Garcia Bispo, Raquel Quinet Pifano, bem como as resenhas de Alexandre Mate e Matheus Oliveira Knychala Biasi.

Como se isso não bastasse, a Seção reservada às resenhas presenteia o leitor com duas críticas que merecem ser conferidas mais de perto.

A primeira, assinada por Alexandre Mate, oferece uma criteriosa apreciação do livro O Mundo é um Moinho (Goiânia: Editora Kelps, 2009), de Robson Corrêa de Camargo. O autor da resenha, embora chame a atenção para a pequena extensão do livro, salienta que “pesquisadores e interessados tanto no TPS como a outros a ele concernentes toparão com livro denso, mas não dirigido aos sisudos pesquisadores encerrados nas academias. O autor, por suas tradições marxistas dialoga com a obra e a aproxima, no melhor dos sentidos, aos leitores cujas experiências práticas caracterizam-se fundamental à troca de experiências.” A iniciativa de Robson Corrêa de Camargo, sem dúvida, presta justa homenagem ao grande homem de teatro Osmar Rodrigues Cruz.

A segunda resenha, assinada por Matheus Oliveira Knychala Biasi volta-se para o livro O Chão da Palavra, (Rio de Janeiro: ROCCO, 2007), de José Carlos Avellar. Sem exageros, trata-se de um livro que é leitura obrigatória para todos aqueles que desejam conhecer mais a respeito dos diálogos entre o Cinema e a Literatura. O jovem pesquisador Matheus Knychala, em sua avaliação cuidadosa, ressalta que O Chão da Palavra é “um livro erudito, que dialoga com a cultura em suas possibilidades e contradições”. Por outro lado, a obra comentada articula “as diferenças entre o tempo da leitura de um livro e o tempo da passagem de um filme”, o que exige “recortes”. Como se isso não bastasse, “apresenta-nos o lugar do narrador, bem como a diferença de narração no filme e na literatura, seus percursos e caminhos”. De acordo com Matheus Knychala, “outro aspecto fundamental” do livro de Avellar “é a atenção aplicada para traduzir o que as cenas de um filme são capazes de produzir emocionalmente, e como podem representar o texto das obras que inspiram”. Dessa forma, salienta-se algo que é ainda pouco estudado entre nós, ou seja, o fato de que também o leitor acaba “funcionando como um autor da obra literária, criando imagens suas”. De maneira competente, José Carlos Avellar analisa inúmeros exemplos de diálogos frutíferos entre obras literárias e cinematográficas, como nos mostra o autor da resenha. Enfim, são apresentas as bases sobre as quais se apóiam os diálogos das linguagens literárias e cinematográficas. Por todos estes motivos, O Chão da Palavra é um livro que merece ser apreciado.

Mais uma vez, agradecemos pelos artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos, Rosangela Patriota
Editores da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

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