ARTIGOS


- Trópicos
(1967, Gianni Amico): Um Caso Particular da Recepção do Cinema Novo na Itália
Paula Regina Siega




- Evidence as Border Between Observation and Rhetoric Studies of Rhetorical Inheritage in Discourses of Knowledge in Argumentation Theory Exemplified in Cases of the Transfers Of Rhetorical Technique in Empirical Experience
Fee-Alexandra Haase




- História, Memória s Identidade num Instituto Dividido (1979-1994)
Arnaldo José Zangelmi




- Habermas
Isaías Pascoal




- A Fala Dos Passos: A Construção de um Espaço Sagrado Judaico na Cidade do Natal
Luciana Souza de Oliveira Stambonsky e
Iranilson Buriti de Oliveira




- O Naturalismo de Euclides da Cunha: Ciência, Evolucionismo e Raça em Os Sertões
Vanderlei Sebastião de Souza




- “Filosofia Peronista”: As Linhas Ideológicas do Justicialismo – Análise do Discurso de Juan Domingo Perón no Encerramento do Primer Congreso Nacional de Filosofía
Giuseppe Federico Benedini




- A Preservação do Patrimônio Cultural e sua Trajetória no Brasil
Paulo Cesar Tomaz



- Calímaco e Catulo: A Cabeleira de Berenice
Glória Braga Onelley e
Shirley Fátima Gomes de Almeida Peçanha



- A Morte do Cristão em Transformação: As Cidades e o Espaço da Morte
Solimar Guindo Messias Bonjardim,
Daniel de Castro Bezerra e
Maria Augusta Mundim Vargas



- A Obra de Arte como Representação de Vitória: Maino e La Recuperación de Bahía del Brasil en 1625
Rafael Alves Pinto Junior




- Notas Sobre o Papel da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e sua Contribuição para o Desenvolvimento do Saber Geográfico no Brasil
Luciene Pereira Carris Cardoso




- Ciência, Saber Local e Construção de Valores
Jucélia Bispo dos Santos




- Cartas Trocadas: Sérgio Buarque de Holanda e os Bastidores da Revista Klaxon
Júlia Silveira Matos




- Representações da sociabilidade Feminina na imprensa do século XIX
Lucia M. A. Ferreira




- Amizades Líquidas: Considerações Sobre os Elos (Inter)Subjetivos nos Weblogs
Marilda Ionta




- Evento Teórico de la Décima Bienal de la Habana: Incógnita de sus Contradicciones
Hamlet Fernández Díaz





 

RESENHA




- A Biografia Desafiada: Os Contornos de Uma Vida por François Dosse

Alexandre Francisco Solano




- O Cinema Como Narrativa Histórica: Robert A. Rosenstone e a Linguagem Histórica Fílmica
Grace Campos Costa e
Rodrigo Francisco Dias







 














EDITORIAL

É com imensa satisfação que lançamos mais um número da Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Volume 7, Ano VII, Número 2 – Maio / Junho / Julho / Agosto – 2010).

O site www.revistafenix.pro.br entrou no ar em dezembro de 2004 com o objetivo de trazer ao público leitor uma publicação que se caracterizasse pela agilidade, universalidade e gratuidade. Essa preocupação, porém, não encerrava as expectativas depositadas na sua criação. Pelo contrário, o grande propósito era tornar acessível uma publicação capaz de incentivar a interlocução acadêmica e a ampla divulgação de pesquisas instigantes e de alto nível, procurando traduzir a dinâmica e a diversidade dos diálogos interdisciplinares da pesquisa histórica e dos Estudos Culturais.

Os resultados positivos obtidos com esse projeto, considerando também a atual edição, materializam-se na publicação de QUARENTA E SEIS (46) RESENHASTREZENTOS E QUATORZE (314) ARTIGOS, oriundos de diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Ademais, a Fênix - Revista de História e Estudos Culturais acolheu treze (13) dossiês, a saber: Chico Buarque & Vianinha: arte e política no Brasil Contemporâneo (organizado pela Editoria), História Oral (organização de Paulo Roberto de Almeida),Homenagem a Jorge Andrade - 50 anos d'A Moratória: Encruzilhadas da Literatura e da História (organização de Diógenes Maciel), Cinema-História (organização de Sheila Schvarzman), Teoria da História (organização de Pedro Spinola Pereira Caldas), História e Visualidades (organização de Alcides Freire Ramos), Teorias do Espetáculo e da Recepção (organização de Robson Camargo), Mundo Romano (organização de Ana Teresa Marques Gonçalves), Estudos Literarios (organizado pela Editoria), História da Ciência (organização de Antonio Augusto Passos Videira), História Cultural & Multidisciplinaridade (organizado por Sandra Pesavento, Mônica Pimenta Velloso e Antonio Herculano) Sandra Jatahy Pesavento: a Historiadora e suas Interlocuções (organizado por Nádia Maria Weber Santos, Maria Luiza Martini e Miriam de Souza Rossini) Jogos Teatrais no Brasil: 30 Anos (organizado por Ingrid Dormien Koudela e Robson Corrêa de Camargo).

Vale salientar que, ao longo desse período, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais deu passos decisivos para a sua consolidação no meio acadêmico. Isto pode ser afirmado não somente por ter sido incluída no Portal de Periódicos de Acesso Livre da CAPES e em um importante indexador internacional, o DOAJ - Directory of Open Access Journals, ambas ocorridas em 2006, mas também pelo fato de ela ter melhorado sua avaliação no QUALIS CAPES. Tudo isso contribuiu para o aumento de seu impacto junto à comunidade acadêmica nacional e internacional das áreas de História, Letras e Artes.

Como comprovação dessa melhora merece destaque o aumento considerável da remessa de artigos, a predominância da colaboração de doutores e o recebimento de artigos internacionais. Outro indicador importante para a avaliação das atividades desenvolvidas nesses últimos anos diz respeito ao número de visitas ao site www.revistafenix.pro.br, isto é, até o momento, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais recebeu mais de OITOCENTAS MIL (800.000) consultas, assim divididas: 70% dos acessos originam-se do Brasil, e os 30% restantes são internacionais (Portugal, EUA, México, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra, entre outros).

Para melhorar ainda mais, a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, a partir de 2010, por decisão de seus editores, passará a lançar seus números de quatro em quatro meses. Essa mudança, longe de apontar para um estreitamento do espaço atualmente utilizado para a divulgação de artigos e resenhas, permitirá a otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis para o cumprimento de todas as etapas de trabalho envolvidas na edição de uma revista científica. Isso, sem dúvida, terá um impacto positivo, o que poderá ser observado já nos números que serão lançados neste ano.

Nunca é demais lembrar: tudo o que foi feito, desde o mês de dezembro de 2004, em prol da melhoria, expansão e diversificação deste período científico, deveu-se ao envolvimento da Secretaria Executiva, dos Conselhos Editorial e Consultivo, bem como de nosso Webmaster. O desprendimento e a coragem dos diretamente envolvidos nessa empreitada foram de grande importância para o bom encaminhamento dos trabalhos, mantendo a qualidade editorial e publicando artigos de excelência.

Acima de tudo, queremos expressar nossos mais sinceros agradecimentos a todos aqueles que, acessando o site ou enviando seus artigos, contribuem para que a Fênix – Revista de História e Estudos Culturais seja tão bem recebida. Devemos aqui registrar uma especial menção aos nossos leitores e colaboradores: sem eles, nada disso teria sido possível.

Mais um bom exemplo dessa afirmação pode ser verificado neste número, que ora vem a público. É uma honra poder publicar os excelentes artigos de Paula Regina Siega, Fee-Alexandra Haase, Arnaldo José Zangelmi, Isaías Pascoal, Luciana Souza de Oliveira Stambonsky, Iranilson Buriti de Oliveira, Vanderlei Sebastião de Souza, Giuseppe Federico Benedini, Paulo Cesar Tomaz, Glória Braga Onelley, Solimar Guindo Messias Bonjardim, Daniel de Castro Bezerra, Maria Augusta Mundim Vargas, Rafael Alves Pinto Junior, Luciene Pereira Carris Cardoso, Jucélia Bispo dos Santos, Júlia Silveira Matos, Lucia M. A. Ferreira, Marilda Ionta e Hamlet Fernández Díaz.

Como se isso não bastasse, a Seção reservada às resenhas presenteia o leitor com duas apreciações críticas que merecem ser conferidas mais de perto.

A primeira, assinada por Alexandre Francisco Solano, oferece uma avaliação criteriosa do livro O Desafio Biográfico – Escrever uma Vida (São Paulo: EDUSP, 2009). Para demonstrar ao leitor a importância das temáticas tratadas por François Dosse, o comentarista, sempre muito cuidadoso e atento, questiona: “a biografia cerca-se somente da inventividade ficcional ou de uma identidade puramente científica?” Em resposta, Solano argumenta: “Ao longo da exposição do historiador francês, notamos que a memória, para o biógrafo, é o artifício que lhe possibilita lembrar e fazer recordar uma vida. Nesse sentido, há a necessidade do outro, que partilha suas recordações sobre figuras históricas inolvidáveis ou não. O passado, pelos olhos atentos do agora, nos traz imagens diversas de um mesmo indivíduo, permitindo-nos a reconstrução de faces não reveladas, de sujeitos em aspectos plurais.” Recomenda-se, pois, a consulta da totalidade do texto de Alexandre para que o leitor possa se convencer não apenas da atualidade e relevância, mas principalmente da qualidade acadêmica deste lançamento da Editora da Universidade de São Paulo.

A segunda resenha, assinada Grace Campos Costa e Rodrigo Francisco Dias, trata de uma obra que, sem exageros, é leitura obrigatória para todos aqueles que desejam conhecer mais a respeito dos diálogos entre Cinema e História. O livro comentado intitula-se A história nos filmes, os filmes na história (São Paulo: Paz e Terra, 2010). Seu autor é o pesquisador norte-americano Robert A. Rosenstone. Sem dúvida alguma, Grace e Rodrigo desenvolvem seus argumentos, ao longo de todo o texto, com muita segurança e maturidade, salientando que “o intenso contato com obras cinematográficas históricas, certamente, contribui não só para a formação do gosto estético de grande parte da população, mas para a formação da própria consciência histórica das pessoas.” Com o intuito de demonstrar o quanto o livro de Rosenstone é fundamental, os autores da resenha advertem que ”os historiadores não devem ignorar os filmes históricos, essas obras são muito presentes e importantes na formação da cultura histórica da sociedade contemporânea, ou seja, na produção de conhecimento a respeito do passado. Os filmes históricos devem ser tomados como objetos de grande atenção por parte dos historiadores, devem ser vistos como documentos históricos.” Sem subterfúgios, os comentaristas discutem, de maneira muito competente, a tese central (e muito polêmica) de Rosenstone, ou seja, a idéia segundo a qual os cineastas “[...] são (ou podem ser) historiadores, se, com essa palavra, nos referirmos a pessoas que confrontam os vestígios do passado (rumores, documentos, edifícios, lugares, lendas, histórias orais e escritas) e os usam para contar enredos que fazem sentido para nós no presente”. A história nos filmes, os filmes na história, obra lançada pela Editora Paz e Terra deverá fazer parte da biblioteca básica de todos os pesquisadores que se interessam pelos diálogos da História com o Cinema, como demonstra esta resenha assinada por dois pesquisadores jovens e promissores.

Mais uma vez, agradecemos pelos artigos enviados e, antecipadamente, pelo apoio na divulgação deste periódico.

Boa leitura a todos!

Alcides Freire Ramos e Rosangela Patriota
Editores da Fênix Revista de História e Estudos Culturais