Dossiê:  OS DESTINOS DAS DEMOCRACIAS NAS IMAGENS 

As democracias contemporâneas têm estado, por vezes, “em vertigem”. Se tomarmos o modelo iluminista de democracia e tentarmos aplicá-lo na análise das atuais experiências é possível que haja larga inadequação. Qual será a elasticidade do conceito? Talvez, aquela dada pela materialidade da experiência histórica da democracia ou pela capacidade de imaginá-la, o que nos leva à sua pluralidade. Assim, trataremos aqui das democracias, ou seja, das experiências sociais experimentadas, materializadas, utópicas e distópicas de organização social e modo de convivência coletiva. A produção imagética e a leitura de imagens neste mesmo momento histórico, ou seja, na contemporaneidade, têm sido estruturantes das sociedades, considerando sua existência nacional, fronteiriça, diaspórica e global. As imagens também têm sido utilizadas para forjar as democracias, em medida parecida de seu uso para atacá-las. O dito “uma imagem vale mais que mil palavras” tem sido apropriado em sua literalidade para usos políticos e representacionais, dotando-as de um valor, por vezes, excessivo. As disputas de narrativas no século XXI passam diretamente pela elaboração, circulação e consumo de imagens. Assim, somos levados de modo imperativo a uma leitura de mundo mediada pela imagem, seja ela estática, em movimento, acompanhada ou não de sons, de textos escritos, física ou virtual. Por tais razões, interessa-nos fomentar por meio desta chamada para publicação a reflexão sobre as experiências e os destinos das democracias nas imagens. Esperamos receber artigos que se acerquem dos modos de visibilidade e descontinuidade imagética, e das variadas maneiras de lidar com os aspectos oblíquos da realidade nos quais as imagens têm caráter operatório. Trata-se de pensar as imagens como modos de ser, processos mentais, suportes de ação, formas de representação, uma categoria de partilha do sensível (modos de sentir e apresentar, como nomeou Jacques Ranciére em O destino das imagens, publicado no Brasil pela editora Contraponto em 2012). As imagens, integradas às experiências e às possibilidades, são constituídas e constituintes das democracias, da práxis, e também do devir. 
 
Prazo para envio dos artigos: 30 de setembro de 2020 (Os artigos devem ser enviados na nossa aba “Submissões” com o seguinte destaque: assunto “[Dossiê] Os destinos das democracias nas imagens”)  
 
Organizadores: 
Marcos Antonio de Menezes (UFJ)
Miguel Rodrigues de Sousa Neto (UFMS/CPAQ)
Robson Pereira da Silva (NEHAC/UFU; LEDLin/UFMS/CPAQ)

Dossiê: HISTÓRIA DA SAÚDE E DAS DOENÇAS: SUJEITOS, SABERES E PRÁTICAS 

A pandemia recente de COVID-19 tem despertado o interesse da comunidade acadêmica e da sociedade em geral sobre a saúde e a doença, não somente como fenômenos relacionados à biologia, mas como acontecimentos sociais, por isso, dotados de historicidade. Nesse sentido, a historiografia pode oferecer reflexões significativas, que ampliam a compreensão sobre o comportamento de pessoas comuns, agentes sanitários e instituições de saúde frente à ameaça de doenças endêmicas e epidêmicas em diferentes contextos.

 A história da Saúde e das Doenças é um campo consolidado entre os historiadores no Brasil, com pesquisas nos programas de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado, além de uma série de publicações de artigos, livros autorais e de coletâneas sobre a temática. Ela permite investigações em articulação com diversas categorias como gênero, raça, trabalho, assistência, ciência e se debruça sobre as formas de organização e desorganização social por meio das enfermidades.

Este dossiê tem como objetivo reunir trabalhos que discutam temáticas no campo da Historiografia da Saúde e das Doenças, a exemplo das crenças e valores dos indivíduos sobre o adoecimento, a produção de conhecimentos e circulação de saberes científicos, os desafios enfrentados pela medicina no combate às enfermidades, a construção de políticas sanitárias, a organização e atuação das instituições de assistência à saúde.

 O objetivo desta publicação é fomentar diálogos que funcionem como ferramentas para a compreensão de questões contemporâneas e que auxiliem os indivíduos a refletir sobre a sociedade em que se vive e a enfrentar os desafios que lhes são impostos cotidianamente.

Prazo para envio dos artigos: 30 de agosto de 2021 ( Os artigos devem ser enviados na nossa aba “Submissões” com o seguinte destaque: assunto “[Dossiê História da saúde e das doenças] ”)  

Organizadores: 
Azemar dos Santos Soares Júnior (UFRN)
Ricardo dos Santos Batista (UNEB/USP)