DA CRÍTICA E DA MORTE
OS PROCEDIMENTOS DE SABER SOB O FOGO DA ESCRITA
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O morto vestido para um ato inaugural, Durval Muniz de Albuquerque JúniorRésumé
A escrita elegante, a ironia por vezes direta, a segurança teórica, essas são algumas das marcas dos trabalhos do historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior, que tem feito importantes intervenções em diversas áreas do campo historiográfico, como a teoria da história e a historiografia, a história dos espaços e das identidades espaciais, do gênero e, ultimamente, das categorias do folclore e da cultura popular. O mais recente livro de Durval, “O morto vestido para um ato inaugural” – grafado assim mesmo com aspas, para fazer referência ao trecho do poema de João Cabral de Melo Neto que inspira o título –, é como que o coroamento de suas recentes pesquisas sobre a obra dos folcloristas e sobre as operações políticas, epistemológicas e culturais efetuadas por essas figuras de saber. Depois de uma série de artigos e de um livro anterior sobre a temática, 2 o historiador se detém, neste volume, sobre oito procedimentos específicos de tais estudos, de acordo com os quais são organizados os capítulos, a saber: a escrituração, a atribuição de autoria, a territorialização, a classificação, a historicização, a censura, a urbanização e a folclorização.
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Références
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